Estou vivendo uma das fases mais horrorosas da minha curta vida de mãe.
Tudo parece ser mais importante que meus filhos, tudo é urgente... menos elas.
Uma chora, a outra grita. Tudo irrita.
Digo aos quatro ventos. Não aguento mais. Não aguento mais. Preciso de uma folga. 1 hora ou 2.
dois dias ou três. Mas a resposta eu já sei, não os terei. Não as terei.
Os poucos minutos que consigo olhar, já cresceram demais.
Pouco aproveitei e de novo já desinteressei.
Não aguento mais as brincadeiras, nem a bagunça eterna, nem o falatório ilusório de um conto de fadas que não faz sentido.
Tão pouco as palavras pum e cocô me fazem graça.
Que puta mãe sem graça que virei.
Adentro a madrugada para vê-las dormir. insônia. O celular não parece tão interessante agora né?
A louça acumulada não parece mais tão importante. O trabalho, a cobrança, o falatório real que agora sim é totalmente ilusório. Desperdiço de vida sem elas.
Quantas vezes eu as vi hoje? E quantas vezes realmente as olhei?
Que Merda Aline. Que merda.
Que a madrugada me traga a real condição de ser mãe.
E que ser mãe não seja ensina-la a bater palminha para se sentir satisfeita. Nem fazer comida para sentir que alimenta.
Esta faltando Amor aí Aline. E como tantas vezes você falou... Criança precisa de Amor e só.
Respire. Inspire. Tudo passa...
E isso você não vai querer que passe assim.
Bem vindo ao cotidiano dessas pequenas e ao aprendizado dessa mamãe de duas =)
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
E a colação saiu.
Enfim eu me formei.
É engraçado, porque eu sonho com esse dia - de sonhar mesmo - desde quando eu estava grávida da Laura, eu subindo para pegar o canudo com ela no sling (achei que seria ela ainda pequena a ser carregada).
O Negócio é que carreguei um bebê no sling, a Heloísa, exatamente do jeito que sonhará... mas trouxe pendurada a Laura (que afinal de contas ficou revoltadas umas dúzias de vezes por não falar no microfone, não ter sido chamada e "quem estudou" foi ela! Ela que deveria ter o canudo!). Por fim, o Vinícius estava algumas 27 horas de jejum (caiu bem no Yom Kipur!) e o humor não era daqueles melhores.
Não foi um sonho, foi uma realidade, foi complicado ir - trem lotado, crianças no colo, ninguém levantando para dar lugar - foi complicado voltar. Fome, cansaço, cabeça á mil. Foi meio difícil ficar - choros, agitação, não curti algumas falas ( "como alguém pode ter filhos com tão pouca idade e no meio da faculdade?"), mas vi pessoas lindas, de boas, professores que eu adoro! Colegas que compartilhei minha vida. Foi bom.
Saí pensando, refletindo. A vida me deu caminhos impossíveis de se imaginar á 5 anos atrás. Mas concluí. Concluí. E se era o diplominha que importava. Pronto. Já o tenho.
Queria estar feliz como no sonho. Afinal foi difícil né? Foi. Mas agora que acabou, nem pareceu tanto assim. Quem não faria exatamente o mesmo no meu lugar?
Enfim, exaustão me define - Enquanto escrevo isso Laura espalha peças de lego pela sala, então sim, é exaustão a palavra que me define - E para ilustrar esse Grandioso mas nem tanto dia, as fotos:
É engraçado, porque eu sonho com esse dia - de sonhar mesmo - desde quando eu estava grávida da Laura, eu subindo para pegar o canudo com ela no sling (achei que seria ela ainda pequena a ser carregada).
O Negócio é que carreguei um bebê no sling, a Heloísa, exatamente do jeito que sonhará... mas trouxe pendurada a Laura (que afinal de contas ficou revoltadas umas dúzias de vezes por não falar no microfone, não ter sido chamada e "quem estudou" foi ela! Ela que deveria ter o canudo!). Por fim, o Vinícius estava algumas 27 horas de jejum (caiu bem no Yom Kipur!) e o humor não era daqueles melhores.
Não foi um sonho, foi uma realidade, foi complicado ir - trem lotado, crianças no colo, ninguém levantando para dar lugar - foi complicado voltar. Fome, cansaço, cabeça á mil. Foi meio difícil ficar - choros, agitação, não curti algumas falas ( "como alguém pode ter filhos com tão pouca idade e no meio da faculdade?"), mas vi pessoas lindas, de boas, professores que eu adoro! Colegas que compartilhei minha vida. Foi bom.
Saí pensando, refletindo. A vida me deu caminhos impossíveis de se imaginar á 5 anos atrás. Mas concluí. Concluí. E se era o diplominha que importava. Pronto. Já o tenho.
Queria estar feliz como no sonho. Afinal foi difícil né? Foi. Mas agora que acabou, nem pareceu tanto assim. Quem não faria exatamente o mesmo no meu lugar?
Enfim, exaustão me define - Enquanto escrevo isso Laura espalha peças de lego pela sala, então sim, é exaustão a palavra que me define - E para ilustrar esse Grandioso mas nem tanto dia, as fotos:
Aguardando o diploma.
Enfim consegui!
Fazendo o juramento.
Cantando o hino nacional.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Coisas que estão me ajudando... organização
Ser mãe de duas não é fácil. Ser mãe de duas com casa, trabalho, interesses (sim!), estudo e mãe também não, mas não é impossível (ou eu que quero que não seja, rs).
A verdade é que tudo isso é um começo e estou sabendo que estou no auge da empolgação (estou!), vim estudando a teoria de arrumar minha casa e minha vida faz uns meses, mas pouco tempo que estou colocando em prática realmente.
Eu vou falando como uma forma de te ajudar também, passo a passo e zás. Mas na verdade verdadeira acho que a teoria é 10 ou 20%, o negócio mesmo é ter vontade e empenho (não, não ser escrava).
Na teoria:
1. Eu peço ajuda.
Eu sei, eu sei. É horrível pedir ajuda, mas é o que me salva (só peço quando o limite acabou e preciso ao menos voltar a ele, mas sim! Eu peço!) e é quando eu mais aprendo. Perdi o medo e a vergonha de ser ajudada, vergonha mesmo tenho de fica na ignorância e na dívida. (pronto, falei!)
Para quem eu peço ajuda? Para quem eu puder. Peço ajuda se não sei algo na TL via facebook - como pedi muito em termos de organização - peço ajuda para minha mãe com a casa quando ela vem, ou para cuidar das crianças via webcam ( e pediria para mais pessoas se estiverem dispostas) - peço ajuda em termos financeiros para quando a conta além de não bater ultrapassa limites de créditos (nem sempre acontece, mas acontece.)
2. Eu Leio.
Apesar de estar embutido que as pessoas deveriam saber arrumar e organizar a casa desde que nascem isso na vida real não acontece, então eu leio para saber como isso acontece. Em termos financeiros, gosto muito do Cerbasi, em termos de organização gosto do Marie Kondo e para me dar auto estima adoro livros como a GV.
3. Eu pergunto. Eu pesquiso.
Se não sei algo eu pergunto para quem sabe - ou para quem poderia saber. Normalmente a gama de respostas já me dá um caminho a ser pesquisado e pesquiso. Coloco em planilhas, uso o Trello e passei a usar planilhas a mão (para o trabalho eu também tenho para Excell):
4. Eu durmo, eu me alimento e eu Respiro.
São as três coisas que eu dou prioridade acima de qualquer outra. Eu durmo quando tenho sono e acordo quando quero (ou quando já dormi ao menos o suficiente), para quem tem bebê pequeno que acorda a noite isso no mínimo é essencial se puder. Fora isso eu me alimento (com altos 42 kilos nem posso fazer diferente, além da dieta restrita que faço para amamentar o meu bebê isso é vital) e eu respiro e isso não significa só o ato de respirar, mas eu não vivo, não fico feliz sem escrever ou conversar, então preciso fazer isso para ao menos conseguir respirar.
5. Prioridades.
Nem sempre consigo fazer tudo - sinceramente, quase nunca - então eu dou prioridades que mudam conforme o dia. Eu poderia dizer que são as crianças, mas seria mentira. Em muitos dias preciso trabalhar e dar prioridade a isso (afinal sou dependente totalmente dessa renda), mas na maioria das vezes as crianças e dar atenção a elas é prioridade. O que eu sempre deixo por último é a casa. Sempre, então leia-se que minha casa quase nunca esta totalmente organizada e limpa.
É bom colocar nesse tópico que compromissos sociais (sabe, sair para conversar? ir em uma festa? almoçar fora?) são priorizados em fins de semana. As vezes umas horas saindo desestressa, acalma e faz o resto fluir melhor e mais rápido.
6. Tabelas que podem ser de ajuda para organização do dia - a -dia:
Para congelar comida e fazer supermercado, use:
Dicas para congelar legumes
Download de cardápio mensal
Prática.
Estou no ínicio da prática, mas já percebi algumas coisas que adiantam:
1. Jogue o que puder fora.
2. Doe o que puder, o que não usar e o que não gostar.
3.Volte ao item 1 e 2. Faça tudo de uma vez. Simplesmente descarte. Desapegue. Amplie espaços. Doe livros, roupas, utensílios de cozinha, brinquedos e Tudo que não usar. Desapegue de roupas de "ficar em casa", rasgadas e com manchas.
4. Venda o que tiver algum valor e que seus amigos não precisem. Reverta o dinheiro para pagamento de dívidas ou para poupança.
5. Cozinhe uma ou duas vezes por toda a semana.
6. Use caixas para melhorar a visualização das coisas que você tem. Se não der para enxerga-las todas de uma vez, então volte ao item 1 e 2.
7. Você fez um cronograma, certo? Siga-o o quanto puder, mas siga mesmo
8. Desligue o wi-fi e a internet do seu celular quando puder. (mais horas = mais coisas feitas)
9. Para economizar: prefira fazer do que comprar pronto.
10. Só compre o que saiu para comprar. Não compre de impulso, segure-se.
11. Faça ao menos 1x por semana NADA. Eu corro todo sábado, é minha forma de desconexão. Arranje a sua.
Se tiver mais dicas para quem esta iniciando - como eu! - por favor nos diga!
A verdade é que tudo isso é um começo e estou sabendo que estou no auge da empolgação (estou!), vim estudando a teoria de arrumar minha casa e minha vida faz uns meses, mas pouco tempo que estou colocando em prática realmente.
Eu vou falando como uma forma de te ajudar também, passo a passo e zás. Mas na verdade verdadeira acho que a teoria é 10 ou 20%, o negócio mesmo é ter vontade e empenho (não, não ser escrava).
Na teoria:
1. Eu peço ajuda.
Eu sei, eu sei. É horrível pedir ajuda, mas é o que me salva (só peço quando o limite acabou e preciso ao menos voltar a ele, mas sim! Eu peço!) e é quando eu mais aprendo. Perdi o medo e a vergonha de ser ajudada, vergonha mesmo tenho de fica na ignorância e na dívida. (pronto, falei!)
Para quem eu peço ajuda? Para quem eu puder. Peço ajuda se não sei algo na TL via facebook - como pedi muito em termos de organização - peço ajuda para minha mãe com a casa quando ela vem, ou para cuidar das crianças via webcam ( e pediria para mais pessoas se estiverem dispostas) - peço ajuda em termos financeiros para quando a conta além de não bater ultrapassa limites de créditos (nem sempre acontece, mas acontece.)
2. Eu Leio.
Apesar de estar embutido que as pessoas deveriam saber arrumar e organizar a casa desde que nascem isso na vida real não acontece, então eu leio para saber como isso acontece. Em termos financeiros, gosto muito do Cerbasi, em termos de organização gosto do Marie Kondo e para me dar auto estima adoro livros como a GV.
3. Eu pergunto. Eu pesquiso.
Se não sei algo eu pergunto para quem sabe - ou para quem poderia saber. Normalmente a gama de respostas já me dá um caminho a ser pesquisado e pesquiso. Coloco em planilhas, uso o Trello e passei a usar planilhas a mão (para o trabalho eu também tenho para Excell):
4. Eu durmo, eu me alimento e eu Respiro.
São as três coisas que eu dou prioridade acima de qualquer outra. Eu durmo quando tenho sono e acordo quando quero (ou quando já dormi ao menos o suficiente), para quem tem bebê pequeno que acorda a noite isso no mínimo é essencial se puder. Fora isso eu me alimento (com altos 42 kilos nem posso fazer diferente, além da dieta restrita que faço para amamentar o meu bebê isso é vital) e eu respiro e isso não significa só o ato de respirar, mas eu não vivo, não fico feliz sem escrever ou conversar, então preciso fazer isso para ao menos conseguir respirar.
5. Prioridades.
Nem sempre consigo fazer tudo - sinceramente, quase nunca - então eu dou prioridades que mudam conforme o dia. Eu poderia dizer que são as crianças, mas seria mentira. Em muitos dias preciso trabalhar e dar prioridade a isso (afinal sou dependente totalmente dessa renda), mas na maioria das vezes as crianças e dar atenção a elas é prioridade. O que eu sempre deixo por último é a casa. Sempre, então leia-se que minha casa quase nunca esta totalmente organizada e limpa.
É bom colocar nesse tópico que compromissos sociais (sabe, sair para conversar? ir em uma festa? almoçar fora?) são priorizados em fins de semana. As vezes umas horas saindo desestressa, acalma e faz o resto fluir melhor e mais rápido.
6. Tabelas que podem ser de ajuda para organização do dia - a -dia:
Para congelar comida e fazer supermercado, use:
Dicas para congelar legumes
Download de cardápio mensal
Prática.
Estou no ínicio da prática, mas já percebi algumas coisas que adiantam:
1. Jogue o que puder fora.
2. Doe o que puder, o que não usar e o que não gostar.
3.Volte ao item 1 e 2. Faça tudo de uma vez. Simplesmente descarte. Desapegue. Amplie espaços. Doe livros, roupas, utensílios de cozinha, brinquedos e Tudo que não usar. Desapegue de roupas de "ficar em casa", rasgadas e com manchas.
4. Venda o que tiver algum valor e que seus amigos não precisem. Reverta o dinheiro para pagamento de dívidas ou para poupança.
5. Cozinhe uma ou duas vezes por toda a semana.
6. Use caixas para melhorar a visualização das coisas que você tem. Se não der para enxerga-las todas de uma vez, então volte ao item 1 e 2.
7. Você fez um cronograma, certo? Siga-o o quanto puder, mas siga mesmo
8. Desligue o wi-fi e a internet do seu celular quando puder. (mais horas = mais coisas feitas)
9. Para economizar: prefira fazer do que comprar pronto.
10. Só compre o que saiu para comprar. Não compre de impulso, segure-se.
11. Faça ao menos 1x por semana NADA. Eu corro todo sábado, é minha forma de desconexão. Arranje a sua.
Se tiver mais dicas para quem esta iniciando - como eu! - por favor nos diga!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Irmandade
É bem interessante a interação entre as duas meninas.
Laura saí da escola e pede: Posso cuidar dela mamãe?
E cuida, enquanto lavo a louça e arrumo a casa. Cuida mesmo.
Helô já se encanta com a Laura, se ela dá risada ela também da muita risada, mas o inverso também é verdadeiro, Heloísa caí na gargalhada quando Laura chora. (e Laura fica: "não tem graça!")
Quando a gente esta cansado e Heloísa chora, nós falamos com uma voz mais firme: "Mamãe e papai não gosta de chororó Heloísa" e Laura se intromete: "Ela é só um bebê mamãe".
Laura vigia a boca dela constantemente, não deixa ela colocar nada, mas se esconde entre os móveis para colocar os brinquedos da Heloísa na boca.
Helô sentando e aprendendo a engatinhar nós elogiamos e Laura logo pergunta: " E eu mãe?". Ela também quer receber um elogio.
As duas tem acordado a noite, mas Laura nunca acorda quando Heloísa chora, já o inverso as vezes é verdadeiro, mas nem sempre.
Laura também pede para tomar banho com a Helô. Sempre. E ficam as duas na banheira um tempão brincando. Acho que é o momento mais cute do dia.
Mas também existem brigas, Se Heloísa pega um brinquedo da Laura, ela já fica brava e puxa da mão da Helô.... Helô berra e chora como se estivessem a matando e rapidinho Laura devolve o brinquedo e depois fica muito brava repetindo: " Mas é meu" mas não tem coragem de retirar de novo. Tento ensina-la a trocar o objeto por outro brinquedo, as vezes funciona... as vezes não.
Laura é vidrada em uma TV, Heloísa não. Nem sequer olha. Então TV quase acabou por aqui, se não eu que tenho que brincar com Heloísa, TV desligada ambas interagem e se divertem.
Ilustrando os seus momentos juntos (bons e não tão bons!):
Laura saí da escola e pede: Posso cuidar dela mamãe?
E cuida, enquanto lavo a louça e arrumo a casa. Cuida mesmo.
Helô já se encanta com a Laura, se ela dá risada ela também da muita risada, mas o inverso também é verdadeiro, Heloísa caí na gargalhada quando Laura chora. (e Laura fica: "não tem graça!")
Quando a gente esta cansado e Heloísa chora, nós falamos com uma voz mais firme: "Mamãe e papai não gosta de chororó Heloísa" e Laura se intromete: "Ela é só um bebê mamãe".
Laura vigia a boca dela constantemente, não deixa ela colocar nada, mas se esconde entre os móveis para colocar os brinquedos da Heloísa na boca.
Helô sentando e aprendendo a engatinhar nós elogiamos e Laura logo pergunta: " E eu mãe?". Ela também quer receber um elogio.
As duas tem acordado a noite, mas Laura nunca acorda quando Heloísa chora, já o inverso as vezes é verdadeiro, mas nem sempre.
Laura também pede para tomar banho com a Helô. Sempre. E ficam as duas na banheira um tempão brincando. Acho que é o momento mais cute do dia.
Mas também existem brigas, Se Heloísa pega um brinquedo da Laura, ela já fica brava e puxa da mão da Helô.... Helô berra e chora como se estivessem a matando e rapidinho Laura devolve o brinquedo e depois fica muito brava repetindo: " Mas é meu" mas não tem coragem de retirar de novo. Tento ensina-la a trocar o objeto por outro brinquedo, as vezes funciona... as vezes não.
Laura é vidrada em uma TV, Heloísa não. Nem sequer olha. Então TV quase acabou por aqui, se não eu que tenho que brincar com Heloísa, TV desligada ambas interagem e se divertem.
Ilustrando os seus momentos juntos (bons e não tão bons!):
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Rio de Janeiro
Lolô e Lalá foram para o rio no final de semana (OBA!) e se divertiram bastante!
Ficamos na casa de Julia e Laura ainda passou uma noite com os vovôs (UEBA!).
No sabado fomos para a Cinelândia
No domingo fomos em um almoço em família:
E no meio da nossa viagem de ontem (Segunda), na qual filhas sensacionais fizeram nosso passeio mais agradável - ok, essa parte coloquei uns litros de açucar a mais, mas não é tão longe da verdade!
SENSACIONAL
Ficamos na casa de Julia e Laura ainda passou uma noite com os vovôs (UEBA!).
No sabado fomos para a Cinelândia
No domingo fomos em um almoço em família:
E no meio da nossa viagem de ontem (Segunda), na qual filhas sensacionais fizeram nosso passeio mais agradável - ok, essa parte coloquei uns litros de açucar a mais, mas não é tão longe da verdade!
SENSACIONAL
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Introdução Alimentar, Bora enfrentar?
Nossa, eu tenho um trauma gigante de IA que nem imaginam, Laura era péssima para comer e curtia mesmo era um tetê, até muito, muito tempo depois.
Helô comecei antes a IA (com 5 meses e pouco), bem aos poucos pelo simples fato de eu ter medo de ela ter reação a outra coisa (nunca aconteceu até agora), eu faço meio que um misto de BLW (sabe o que é? clique aqui) e tradicional.
Ela já experimentou banana, goiaba, mexerica, laranja, maça, pera, feijão, mandioquinha, batata, brocolis e pepino (3 desses roubados). Ela curte MESMO é laranja, mexerica, goiaba e batata doce. Recusou a mandioquinha e por vezes recusa banana.
Come mais na parte da tarde do que na parte da manhã. Principalmente se a irmã estiver junto.
Perdi o medo de IA, mas ela coloca tudo TUDO na boca, que fico com medo de colocar algo tóxico, objeto na boca (já aconteceu com giz!).
Algumas fotos comendo:
Helô comecei antes a IA (com 5 meses e pouco), bem aos poucos pelo simples fato de eu ter medo de ela ter reação a outra coisa (nunca aconteceu até agora), eu faço meio que um misto de BLW (sabe o que é? clique aqui) e tradicional.
Ela já experimentou banana, goiaba, mexerica, laranja, maça, pera, feijão, mandioquinha, batata, brocolis e pepino (3 desses roubados). Ela curte MESMO é laranja, mexerica, goiaba e batata doce. Recusou a mandioquinha e por vezes recusa banana.
Come mais na parte da tarde do que na parte da manhã. Principalmente se a irmã estiver junto.
Perdi o medo de IA, mas ela coloca tudo TUDO na boca, que fico com medo de colocar algo tóxico, objeto na boca (já aconteceu com giz!).
Algumas fotos comendo:
Não, pera! isso é papel!
Sopa de restos (frango e cenoura e mandioca)
As duas comendo goiaba (helô comeu mais que Laura)
Comendo banana amassada e na mão:
tetê ainda sendo a principal fonte de alimento (repare o cabelo cheio de leite depois de um pequeno jato):
Trucidando a mexerica:
Ah! A Goiaba <3
quinta-feira, 30 de julho de 2015
E eu aqui, sem ficha cair, formada.
É gente, o título já diz tudo. Estou formada. Calma, sem diploma ainda - preciso pega-lo.
Minha vida Uspiana sempre foi bem complicada. Até para entrar.
Lembro até hoje como acordei naquele 4 de fevereiro. Com um telefone da minha mãe, me xingando. Que mais uma vez eu não tinha entrado na universidade. Que eu não "sabia" fazer escolhas e mais um monte de bobagens que eu esqueci.
Chorei uns 40 minutos. desliguei o telefone. Resumidamente, minha vida era uma bosta.
Depois de umas 4 horas dei uma ligadinha rápida no meu telefone, ao mesmo tempo ele tocou, era o Vini. Ainda um colega peguete que eu tinha conhecido não fazia nem 10 dias, mas que a gente já não se largava:
- Lili! Parabéns!!! Você passou! Parabéns!!
Eu achei a brincadeira mais sem graça do mundo. Que maluco. Que idiota brincar assim:
- Oi?! - Respondi, meio sem saber o que falar!
- Parabéns Lili, você passou!!
Era verdade, eu tinha passado. Imediatamente corri para encontrar meus amigos e ele - e claro! ver a lista pendurada no objetivo. Meu nome estava lá. Realmente estava.
Comemoramos o dia inteiro e mais a madrugada. Teve pintura, espetinho e uma felicidade enorme.
Sonhei com aquele dia desde os meus 18 anos.
E o Vini a partir daí foi sempre vindouro de coisas boas. Eu chamava ele na época de anjo. Ele é meu amuleto da sorte. Depois que ele apareceu, tudo começou a dar certo - nem sem antes um big esforço, mas dá certo.
Logo depois teve a inscrição e minha vida na universidade.
Eu sempre gostei de estudar lá. Não é um blablablá de quem saiu. Gostava mesmo. Vinícius me acompanhava nas aulas. Demorei mais de ano para assumi-lo perante a sociedade, mas como ele estava sempre comigo - SEMPRE - eu não precisava assumi-lo. Ele era parte de mim.
Logo no início peguei um projeto de literatura. Puta que paril, como gostei daquele projeto. Hoje penso em retoma-lo, acho que o que sou hoje faria coisas incríveis com ele. Incríveis. Vamos ver.
Também arranjei amizades para toda a vida.
Foi um pouco depois que a grana realmente acabou, a vida complicou e eu precisei de bolsa. Vou dizer que se não existisse esse programa, eu não teria me formado. Acho sempre bom mencionar, que é possível fazer faculdade sem grana. A bolsa era suficiente para pagar aluguel + transporte. Ou seja, diferença enorme. Eu tinha tentado um ano antes, mas a moiçola do COSEAS simplesmente olhou para a minha cara e colocou reprovada antes mesmo de eu passar por análise. Foi um ano que trabalhei muito - repeti quase tudo - e só soube disso no ano seguinte. Demorei 5 anos para olhar para ela e falar a merda que ela fez. 5 anos. Mas falei. Terminei um ciclo naquele dia de raiva.
Foi em 2011 que engravidei e casei. Nessa ordem. Apesar do casamento ter sido planejado antes. mas e daí? 2011 foi o ano que trabalhava a noite, chegava em casa quase 1 da manhã e acordava quase 6 para ir para a faculdade. 2012 eu tive a Laura, me encantei muito com ela, não corri muito atrás de direitos e nada. Repeti outro monte. A partir de 2013 fui uma estudante melhor, mas pegava quase nada de matérias, sempre dava turma lotada. Eu realmente achei que nunca ia conseguir sair. 2014 eu virei uma excelente aluna, talvez por um processo mais depressivo. Estava grávida de novo. Quais eram minhas chances de me formar agora? Como forma de esquecer a gravidez, mergulhei nos estudos. Foi o meu ano com mais matérias e melhor performance e tudo com TCC no meio. Eu tinha insônia a noite, então eu ia estudar.
2015 chegou e resolvi desistir de tudo com o nascimento da Heloísa.
Um dia antes de iniciar as aulas, na chuva, eu olhei para o céu e disse. SE, SE amanhã estiver com sol eu vou para a aula. Helô tinha menos de um mês.
Acordei espontaneamente as 06 da manhã. Juro para vocês, era bizarro o sol que tinha lá fora. Eu levantei e fui. Cheguei atrasada na primeira aula. O professor me deu falta. Saí da sala que Helô estava quase chorando. Na minha direção vinha uma mulher loira, Nádia, coordenadora de obstetrícia, que até então eu nunca tinha visto. Ela veio já falando o porque eu estava com um bebê tão pequeno lá? Eu respondi que estava fazendo aula.
10 minutos depois eu tinha uma licença maternidade prometida na mão. Uma licença que passei 4 meses antes tentando tirar e todos falavam que não existia.
Fui para casa e só voltei nas provas. Parece fácil, mas acompanhar matérias de física, biologia, humanas e cálculo longe da sala de aula é surreal. Mas com um professor excelente (mais uma vez o Vini aí) dei conta. Dei realmente conta. Estudávamos muito. Chegamos a ficar 12 horas em uma biblioteca olhando para umas listas de exercício, parando apenas para amamentar e comer - e não estou exagerando). Na época de provas, o vini tirou férias. Segurou tudo em casa, as crianças, a casa e os meus estudos. De férias ele não teve nada, mas foi muito bom te-lo ao meu lado nesses momentos. Muito bom mesmo.
Isso tudo no meio com o obstáculo de um professor que não aceitava a licença maternidade (todos conhecem a história e eu não consigo repeti-la mais uma vez de tanto que o assunto já deu para a minha sanidade mental), no meio dessa história, amizades incríveis apareceram e conquistas também ( o estudo - e futura aplicação - de uma norma que regularize a questão de mães na universidade, retirando qualquer poder das mãos dos professores nesse direito é uma delas.)
Descobri que passei em tudo ontem. Passei em tudo. Uma demora surreal de mais de mês para soltar as notas. Mas tudo bem.
Me formei. 6 anos e meio (abafa!) em uma universidade pública. um casamento, duas filhas. inúmeras amizades.
Aprendi a gostar de chá com essa loucura. Aprendi a ser mais espiritual, mais calma. Exercitei a paciência. ( mas explodi tantas outras vezes). Me permiti chorar mais tantas outras vezes.
Aprendi a contar com a ajuda de outros. Aprendi a ter coragem. Aprendi a não desistir - e preciso pensar também em não pensar em desistir.
Se eu faria tudo de novo? Não. Minha natureza é covarde. Só fiz porque eu não sabia a repecurssão que ia dá, nem o trabalho que ia dá. Mas sei lá, né? Já soube de duas mulheres que já conseguiram tirar licença maternidade de 6 meses esse semestre. Então... Valeu a pena.
Acabou aqui um ciclo. Bom colocar esse ponto final.
Sou Gestora Ambiental agora, meio hipócrita se-lo agora e não anteontem. Precisamos de um diploma para comprovar nossos conhecimentos, isso me estranha. Vamos andando conforme a sociedade, mas meio que tentando melhora-la. Enfim, não vou adentrar o assunto agora.
Valeu Amor, por permitir e ajudar essa conquista. Esse diploma é meu, seu e das meninas. *-*
Amo-te infinitamente e serei eternamente grata.
Minha vida Uspiana sempre foi bem complicada. Até para entrar.
Lembro até hoje como acordei naquele 4 de fevereiro. Com um telefone da minha mãe, me xingando. Que mais uma vez eu não tinha entrado na universidade. Que eu não "sabia" fazer escolhas e mais um monte de bobagens que eu esqueci.
Chorei uns 40 minutos. desliguei o telefone. Resumidamente, minha vida era uma bosta.
Depois de umas 4 horas dei uma ligadinha rápida no meu telefone, ao mesmo tempo ele tocou, era o Vini. Ainda um colega peguete que eu tinha conhecido não fazia nem 10 dias, mas que a gente já não se largava:
- Lili! Parabéns!!! Você passou! Parabéns!!
Eu achei a brincadeira mais sem graça do mundo. Que maluco. Que idiota brincar assim:
- Oi?! - Respondi, meio sem saber o que falar!
- Parabéns Lili, você passou!!
Era verdade, eu tinha passado. Imediatamente corri para encontrar meus amigos e ele - e claro! ver a lista pendurada no objetivo. Meu nome estava lá. Realmente estava.
Comemoramos o dia inteiro e mais a madrugada. Teve pintura, espetinho e uma felicidade enorme.
Sonhei com aquele dia desde os meus 18 anos.
E o Vini a partir daí foi sempre vindouro de coisas boas. Eu chamava ele na época de anjo. Ele é meu amuleto da sorte. Depois que ele apareceu, tudo começou a dar certo - nem sem antes um big esforço, mas dá certo.
Logo depois teve a inscrição e minha vida na universidade.
Eu sempre gostei de estudar lá. Não é um blablablá de quem saiu. Gostava mesmo. Vinícius me acompanhava nas aulas. Demorei mais de ano para assumi-lo perante a sociedade, mas como ele estava sempre comigo - SEMPRE - eu não precisava assumi-lo. Ele era parte de mim.
Logo no início peguei um projeto de literatura. Puta que paril, como gostei daquele projeto. Hoje penso em retoma-lo, acho que o que sou hoje faria coisas incríveis com ele. Incríveis. Vamos ver.
Também arranjei amizades para toda a vida.
Foi um pouco depois que a grana realmente acabou, a vida complicou e eu precisei de bolsa. Vou dizer que se não existisse esse programa, eu não teria me formado. Acho sempre bom mencionar, que é possível fazer faculdade sem grana. A bolsa era suficiente para pagar aluguel + transporte. Ou seja, diferença enorme. Eu tinha tentado um ano antes, mas a moiçola do COSEAS simplesmente olhou para a minha cara e colocou reprovada antes mesmo de eu passar por análise. Foi um ano que trabalhei muito - repeti quase tudo - e só soube disso no ano seguinte. Demorei 5 anos para olhar para ela e falar a merda que ela fez. 5 anos. Mas falei. Terminei um ciclo naquele dia de raiva.
Foi em 2011 que engravidei e casei. Nessa ordem. Apesar do casamento ter sido planejado antes. mas e daí? 2011 foi o ano que trabalhava a noite, chegava em casa quase 1 da manhã e acordava quase 6 para ir para a faculdade. 2012 eu tive a Laura, me encantei muito com ela, não corri muito atrás de direitos e nada. Repeti outro monte. A partir de 2013 fui uma estudante melhor, mas pegava quase nada de matérias, sempre dava turma lotada. Eu realmente achei que nunca ia conseguir sair. 2014 eu virei uma excelente aluna, talvez por um processo mais depressivo. Estava grávida de novo. Quais eram minhas chances de me formar agora? Como forma de esquecer a gravidez, mergulhei nos estudos. Foi o meu ano com mais matérias e melhor performance e tudo com TCC no meio. Eu tinha insônia a noite, então eu ia estudar.
2015 chegou e resolvi desistir de tudo com o nascimento da Heloísa.
Um dia antes de iniciar as aulas, na chuva, eu olhei para o céu e disse. SE, SE amanhã estiver com sol eu vou para a aula. Helô tinha menos de um mês.
Acordei espontaneamente as 06 da manhã. Juro para vocês, era bizarro o sol que tinha lá fora. Eu levantei e fui. Cheguei atrasada na primeira aula. O professor me deu falta. Saí da sala que Helô estava quase chorando. Na minha direção vinha uma mulher loira, Nádia, coordenadora de obstetrícia, que até então eu nunca tinha visto. Ela veio já falando o porque eu estava com um bebê tão pequeno lá? Eu respondi que estava fazendo aula.
10 minutos depois eu tinha uma licença maternidade prometida na mão. Uma licença que passei 4 meses antes tentando tirar e todos falavam que não existia.
Fui para casa e só voltei nas provas. Parece fácil, mas acompanhar matérias de física, biologia, humanas e cálculo longe da sala de aula é surreal. Mas com um professor excelente (mais uma vez o Vini aí) dei conta. Dei realmente conta. Estudávamos muito. Chegamos a ficar 12 horas em uma biblioteca olhando para umas listas de exercício, parando apenas para amamentar e comer - e não estou exagerando). Na época de provas, o vini tirou férias. Segurou tudo em casa, as crianças, a casa e os meus estudos. De férias ele não teve nada, mas foi muito bom te-lo ao meu lado nesses momentos. Muito bom mesmo.
Isso tudo no meio com o obstáculo de um professor que não aceitava a licença maternidade (todos conhecem a história e eu não consigo repeti-la mais uma vez de tanto que o assunto já deu para a minha sanidade mental), no meio dessa história, amizades incríveis apareceram e conquistas também ( o estudo - e futura aplicação - de uma norma que regularize a questão de mães na universidade, retirando qualquer poder das mãos dos professores nesse direito é uma delas.)
Descobri que passei em tudo ontem. Passei em tudo. Uma demora surreal de mais de mês para soltar as notas. Mas tudo bem.
Me formei. 6 anos e meio (abafa!) em uma universidade pública. um casamento, duas filhas. inúmeras amizades.
Aprendi a gostar de chá com essa loucura. Aprendi a ser mais espiritual, mais calma. Exercitei a paciência. ( mas explodi tantas outras vezes). Me permiti chorar mais tantas outras vezes.
Aprendi a contar com a ajuda de outros. Aprendi a ter coragem. Aprendi a não desistir - e preciso pensar também em não pensar em desistir.
Se eu faria tudo de novo? Não. Minha natureza é covarde. Só fiz porque eu não sabia a repecurssão que ia dá, nem o trabalho que ia dá. Mas sei lá, né? Já soube de duas mulheres que já conseguiram tirar licença maternidade de 6 meses esse semestre. Então... Valeu a pena.
Acabou aqui um ciclo. Bom colocar esse ponto final.
Sou Gestora Ambiental agora, meio hipócrita se-lo agora e não anteontem. Precisamos de um diploma para comprovar nossos conhecimentos, isso me estranha. Vamos andando conforme a sociedade, mas meio que tentando melhora-la. Enfim, não vou adentrar o assunto agora.
Valeu Amor, por permitir e ajudar essa conquista. Esse diploma é meu, seu e das meninas. *-*
Amo-te infinitamente e serei eternamente grata.
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